sábado, 18 de outubro de 2008

Depois do tempo

Dedicado ao meu amigo Alessandro, companheiro agora e para os futuros "agoras".

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Fecho os olhos e sinto meu coração

Carrego em mim a pior dor
O peso da decepção
E sei que você também sofre
Por ser punido em vão

Tentar fingir
Guardar rancor
Engolir à seco
O passado que voltou

A vida passa
Vai em frente e te afasta
De encontrar respostas
Nos céus expostas
A solidão na escuridão

Hoje não há absolutamente nada
Mente quem diz que há verdade e esperança
Como no olhar de uma criança
Que sua infância deixou

Os sentimentos de quem um dia amou
Entregar o que guardo de coração aberto
Não tenha medo do escuro
Não há razão para temer
No fundo do poço há um lugar para viver

Encontrará jogado ao chão
O fim que não escolheu
Vai passar por cima
E fingir que não entendeu?
Sorrisos falsos nunca vão mudar
E o gosto amargo não vai passar

O mundo parou
O fim da linha chegou
Durma em paz e sonhe com seu castigo

Um comentário:

Anônimo disse...

A felicidade exposta ao tempo é sim uma ilusão
E realmente, mente quem diz que o tempo pode curar tudo que passou Sempre me contentei com pouco e se esse pouco faça uma grande diferença do muito que não quero ser
Esse castigo talvez seja o que eu sempre quis.
A unica coisa que não quero é ficar em silêncio, nem que tenha que usar programas de televisão pra ter uma longa conversa no telefone com você ou com qualquer outra pessoa.
Mas sem esse silencio não enxergaria depois do tempo,Em breve ao tempo, nem ao tempo que vira.
Mesmo assim minha visão ainda está como um radar quebrado na tempestade
E sei que você pode entender