segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Última canção

Caminho olhando para o céu
Esperando que todas as estrelas se tornem cadentes
Vivo uma mentira que se tornou verdade
Busco sonhos que nunca se tornarão realidade

Entre linhas procurei o meu papel
Mas nessa história nunca participei
Não percebi que minha história já acabou
E que para o reflexo dos seus olhos nunca voltarei

Se para mim o amanhã chegar
Na última linha vou estar
Abraçando a chuva que me acolhe
E a noite que o amanhã engole
Trará luz ao meu coração

Nas gotas infinitas estive caminhando
Soluções para os problemas buscando
Mas nem ao menos conseguia esconder as lágrimas
E nem diferenciar da chuva que nunca acaba

Não há mais espaços para cicatrizes
Mas ainda continuo a me machucar
Por que continuo buscando respostas
Sabendo que nunca vou achar?

Sou errado por sofrer?
Sou errado por querer que a noite nunca acabe?
Sou errado por chorar?
Mas não é errado cantar uma última canção
Quando o "para sempre" perder sua razão

Quando eu descobrir o azul e vermelho do céu
A linha escura aos poucos chegará ao fim
Quando o amanhã chegar
No próximo capítulo vou estar
Cantando novamente de coração
Novas palavras para uma última canção

domingo, 21 de dezembro de 2008

Presente de natal

Encontrei agora o que perdi na infância
Algo que já não me serve mais
Mas nada do que tenho agora
Serviria anos atrás

A vida encurta
Os problemas aumentam
Sempre chega uma hora
Que parece não dar para passar

Pior sempre piora
O melhor também
Quanto mais novo
Mais preocupações aparecem
Mas envelhecemos
E a nossa única preocupação é com o amanhã

Gostaria de jogar tudo para o alto
Cansei de viver por baixo
De tudo aquilo que queria alcançar

Queria um alguém do meu lado
Pensando bem, não um alguém
Queria você
Somente você
Seria o melhor presente de natal
Que se eu ganhasse
Não precisaria de mais nenhum

Mas não vejo mais saída nesse túnel
Não há luz no final e nem no começo
Para que me preocupar?
Talvez deva aceitar
Que o que está lá na frente
Não é mais um desejo
É apenas eu

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Restos dele

Você me faz pensar
Como tem coragem de falar
"Quando vamos nos ver de novo?"

Sempre quis acreditar
Nas suas promessas
Agora sei que você fala demais
Por isso mente demais
Então começo a chorar
Mas minhas lágrimas conseguem te tocar?

Por um momento começo a dizer
"Quero um dia ser amada de um jeito especial"
Mas você não consegue entender
Sinto um sentimento incômodo
De que nunca mais vou te ver

No momento que soltar a minha mão
Você vai me esquecer?
Por favor, não diga "não"
Se for para não me ver sofrer

Sempre pensei que iríamos ficar juntos
Mas não estamos de acordo
Sempre pensei que iría te fazer sorrir
E não quero acreditar
Que nosso romance foi um erro
Mas não posso ver o que nosso futuro nos guarda

sábado, 1 de novembro de 2008

Amor blues

Quem sabe eu ainda tenha esperança
Ou talvez já seja tarde demais
Guardo os sonhos de uma criança
Que sempre se sentiu incapaz

Espero você para entrar na dança
Ou talvez eu já dancei
Copos vazios na mesa de um bar
Já cansado de tanto falar
O que estou fazendo aqui?
Eu já nem sei

Dizem que sabem do que eu sei
E também sabem tudo que não sei
Há uma hora era ela que estava errada
E agora fui eu quem errei

Fragmentos de um coração partido
Escondidos no sorriso que te dou
Dias e dias trilhando por aí
Dias e dias nunca soube para onde ir
Talvez só para te encontrar por aqui

"Não diga, não mostre, não pense e nem ouse sonhar"
Você me aparece vestida
Com aquele vestido que abraça seu corpo
Que apenas me atrai uma noite mal dormida
Uma alma presa em um recipiente morto
"Não volte, não chegue, não ligue e nem ouse me amar"

sábado, 25 de outubro de 2008

Se a canção fosse sua

Um sentimento que não se perde
Um amor que sempre cresce
Pelo menos é nisso que eu quero acreditar
Mas confesso que eu tenho medo de acabar

O tempo escapa pelos dedos
Sem deixar vestígios ou segredos
Mas se você ficar ao meu lado
A gente pode tentar o inesperado

Se na vida tudo tem um porquê
E a gente só precisa aprender a crer
Não importa o que você disser
Onde você for, vou te proteger
Sempre vou estar aqui com você

Eu sei, o mundo é pequeno demais
Mas vamos cantar em paz
Sabe, quanto mais alto a nossa voz
Mais bonito o som de nós
Como a gente sonhou um dia ser
Agora somos versos a florescer

O que restará depois?
A esperança vai nos guiar
Não precisa olhar pra trás
Pois o presente é nosso altar
E todo um futuro pra construir
Juntos até o amanhecer surgir

Não olhe pra trás jamais
Se na frente há tanto mais
Um amor que não se desfaz
Com você em todos os finais

sábado, 18 de outubro de 2008

Depois do tempo

Dedicado ao meu amigo Alessandro, companheiro agora e para os futuros "agoras".

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Fecho os olhos e sinto meu coração

Carrego em mim a pior dor
O peso da decepção
E sei que você também sofre
Por ser punido em vão

Tentar fingir
Guardar rancor
Engolir à seco
O passado que voltou

A vida passa
Vai em frente e te afasta
De encontrar respostas
Nos céus expostas
A solidão na escuridão

Hoje não há absolutamente nada
Mente quem diz que há verdade e esperança
Como no olhar de uma criança
Que sua infância deixou

Os sentimentos de quem um dia amou
Entregar o que guardo de coração aberto
Não tenha medo do escuro
Não há razão para temer
No fundo do poço há um lugar para viver

Encontrará jogado ao chão
O fim que não escolheu
Vai passar por cima
E fingir que não entendeu?
Sorrisos falsos nunca vão mudar
E o gosto amargo não vai passar

O mundo parou
O fim da linha chegou
Durma em paz e sonhe com seu castigo

domingo, 28 de setembro de 2008

Visita

Dedicado à Carol M., garota com visual de rockeira e que fala com jeito fofinho.

Não diga que devo mudar
A minha forma de pensar
Se o que você me fez não te agradou
Viva as conseqüências do passado que deixou

Pois as memórias ainda vivem em mim
Por ainda não encontrarem um fim
Nas frases inacabadas que você falou

Mas não ouse desistir
Daquilo que você desejou
Já me cansei de me iludir
Com promessas que você me mostrou

Tudo foi um vício
O seu amor desde o início
Caminhos que me levam para um lugar
Que nunca quis chegar

Chega, não vou mais negar
Nunca fui alguém exemplar
Talvez eu goste de sofrer
Buscando o seu olhar
Até é difícil acreditar
Como pude tantas vezes errar

Hoje somos dois estranhos
Sem mais nada para dizer
Mas se um dia você me visitar
Me diga quando for chegar

Quando a gente se encontrar
Não quero notar quem você é
Me aventurar em um lugar qualquer
Apenas ter você como mulher

Aquilo que senti há um tempo atrás
Nunca mudou e nem mudará
Pois apesar de tanto relutar
Sempre vai haver algo a mais para pensar

Saberei se preciso ter você?

Talvez eu não deva me preocupar

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Verdades

Se eu disse que nunca te quis
E que nunca te amei
Foi tudo mentira
Tenho medo de abrir meu coração
E escapar dessa profunda escuridão
Mas não consigo me imaginar
Se eu te perder algum dia

Me escondo e me afasto de você
Quando eu mais queria era me entregar
Eu finjo, digo coisas que não sou
E por dentro sou o inverso

Mas a verdade que é não paro de te querer
E já é tarde, não consigo te esquecer
Está na hora de aceitar que não posso mais viver sem ter você

Com essa mistura
De dizer que não te amo
Dizendo que não te quero
Escondendo a verdade
Maquiando a realidade
Mas chega de viver fugindo
Não posso correr do meu coração
Eu sei que te amo

Cansei dessas mentiras
Repreender o meu desejo
Meu amor, meu futuro
Preciso de seu beijo
Então agora me entrego
Faça o que quiser de mim
Só quero estar contigo até o fim

Nada mais vai separar nossas vidas
Nada mais de emoções perdidas
Chega de falsas canções
Sinto tantas saudades
Mas você sente falta de mim?
Só espero você dizer que sim

domingo, 10 de agosto de 2008

Poema de despedida

Para todos aqueles que ficam, por todos que sempre tentaram me ajudar e por aquelas que são importantes para mim. Pode até não ser justo citar nomes, mas eu acho importante dar valor individual para cada pessoa, já que em mim vive cada um de vocês: Marina (niih-sama), Mariana (Mary ~ punk rock princess), Larissa (princesa), Bárbara (bebe), Michelle (mommy Tot), Juliana, Alessandro (Meta), Giselle, Natália (estrelinha), Bianca (bi-sama), Anamaria (*esmaga*), May (mommy may? XD), Jhohann (benzinho), Maurício (red), Danilo (dan), Thaís ("irmãzinha", na verdade são 2, mas as duas são :x), Aline (Line <3), Ramiro (maninho).

Poema de despedida

Você sempre foi mais do que eu quis
Um espelho distorcido
Muito mais que uma ilusão
Um caminho para ser feliz

O tempo não pode apagar nossas memórias
Em meu peito escrevo nossas histórias
Quanto tempo passou?
Fico perdido nas lembranças que você me deixou

Para você te desejo sorte
Mesmo que a dor seja forte
Algum caminho a vida vai te dar
Você sempre terá alguém para chamar
E alguém para sorrir

Por mais que a gente caminhe sem direção
Há sempre de haver uma solução
Um ponto em nossas vidas
Para a gente se encontrar

Com meus olhos fechados
Estou tentando te ver
Pode até ser difícil
Mas não paro de tentar

Nem pensarei conseguir esquecer
Você me fez sonhar
Que um dia eu estarei aí
E que nunca é tarde para voltar

Espero que para você
Eu não seja apenas mais um
Pois quando os seus olhos chamarem por mim
O fogo acende o que você deixou em mim

Não aprendi a disfarçar
Que não sinto a falta de você
Espero por fim o meu regressar
Me espelhar novamente em seu olhar

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Deixo também uma música pra cada um de vocês pra esse momento, alguns de vocês já devem ter, mas eu deixo o link da música aqui.

Marina: BoA - Meri Kuri ~ Letra (Tradução)
Mariana: Level Nine - Nossa voz
Larissa: Ramirez - Sophia
Bárbara: Display - Sentimento algum
Michelle: Tsuyoshi Domoto - Kore dake no hi wo matai de kita no dakara
Juliana: KAT-TUN - Ai no Hana
Alessandro: Dinho Ouro Preto - Marciano invade a Terra
Giselle: Drive - Tem coisas
Natália: UnderLine - Aonde eu vou
Bianca: Udora - Tão perfeito
Anamaria: Yamashita Tomohisa - Gomen ne Juliet
May: Emo. - Encontro de cometas ~ Letra (sei que você não vai ter tempo pra baixar)
Jhohann: Groove Coverage - God is a Girl
Maurício: Drive - Cada vez mais só
Danilo: Kinki Kids - Misty
Thaís ~ Moonie: NEWS - Bambina
Thaís: NEWS - Lady Spider
Aline: Kinki Kids - -so young blues-
Ramiro:
Chuck Berry - Johnny B. Good

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

~

Uma pele branquinha que se escondia do sol debaixo de uma sombrinha, a sua vista parecia tão perdida, seus olhos pareciam que nunca encontrariam os meus. Ela molhava seus lábios de forma tão inocente, mas que deixavam a marca de uma provocação.
Encostei num muro, onde pudia encontrar um refúgio do dia ensolarado e observar aquela pequena donzela, meus olhos estavam tão fixados nela que mal pudia tirar as mãos do bolso de minha calça, não sei como ela não me percebeu.
Uma ventania se aproximou e arrancou suavemente a sombrinha das mãos dela, ela tentou recuperar, mas em vão quando chegou na beira do lago.
Calmamente, observando a cena, fui atrás. Cheguei perto dela, mas que perfume suave, era como estar num campo florido em plena primavera, perguntei:
- Algum problema?
- Minha sombrinha - ela respondeu aflita, apontando na direção da sombrinha.
Calmamente entrei na água e peguei o objeto, balancei para retirar o excesso de água e entreguei nas mãos daquela donzela, nossas mãos se tocaram por um breve momento, mas o suficiente para me despertar algo dentro de mim.
- O senhor está bem? - perguntou preocupada tocando mais minha mão.
- Desculpe, está tudo bem, apenas me distraí. - com um pequeno sorriso sem graça respondi.
Ela abriu novamente a sua sombrinha e foi caminhando, apenas me virei e segui a direção oposta, ela poderia achar que eu estava a seguindo, embora tenha sido o meu desejo na hora.

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No dia seguinte passei pelo mesmo local com a esperança de encontrá-la, porém foi em vão, passei metade do dia e nem sinal da garota. Me virei para trás quando aquela pequena boneca estava logo atrás de mim, quando ela havia chegado?
Com um leve sorriso ela me cumprimentou:
- Boa tarde, senhor. Gostaria de te agradecer por ontem, poderia me acompanhar para um chá?
- Se não for incomodo, gostaria sim. - e como eu gostaria.
Acompanhei-a até sua casa, era uma casa grande, parecia como uma mansão. Entretanto, quando entrei era como se fosse bem antiga, parecia que tinha sido esquecida no tempo.
Tomando o chá ela se apresentou, seu nome era Violet, ela contou que vivia sozinha, pois seus pais e seu irmão morreram num acidente, mas ela não quis dar mais detalhes sobre isso, respeitei o seu silêncio por ver sua cara de tristeza.
Ela se levantou com o bule, dizendo que iria trazer mais chá, porém se descuidou e deixou-o cair, pediu desculpas e se abaixou para recolher os cacos. No último pedaço ela se cortou, uma reação quase que imediata se revelou em seus olhos, como se uma catástrofe tivesse acontecido.
- Está tudo bem? - preocupado me ajoelhei junto à ela.
- Sim, está. - não parecia, pois estava com uma cara de agonia.
Num movimento suave peguei seu dedo e dei um beijo, chupando o seu sangue para não infeccionar. Violet me olhou fixamente, porém, envergonhada, virou o seu rosto. Fui com ela até a cozinha, onde ajudei-a fazer um curativo.
Já estava tarde, e isso Violet fez questão de avisar, estranhei tal comportamento, mas não poderia me aproveitar de sua bondade e resolvi voltar para casa.

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Eu estava nesta pequena cidade do interior apenas por passeio, meus pais mandaram eu ajudar a minha vó, mas não havia muito o que fazer. Perguntei para minha vó se ela sabia de algo da casa enorme que ficava perto do lago, sem citar a pequena donzela, ela me contou uma história um tanto quanto curiosa.
- Meu neto, aquela casa tem uma história meio triste. Ela costumava abrigar uma família muito conhecida por aqui, era um casal com seu casal de filhos, pareciam ser felizes. No entanto, boatos diziam que uma sobrinha por parte da senhora se hospedou na casa, parecia que sua irmã passava por um aperto financeiro e seria despejada de sua casa, por isso pediu para que a senhora cuidasse de sua filha. Ninguém nunca viu o rosto da garota hospedada e a família não dizia nada sobre o assunto, até que um dia a casa se incendiou, ninguém soube se era acidente ou não, todos acabaram morrendo, mas apenas encontraram os corpos do casal e seus filhos, então acharam que não havia mesmo a tal sobrinha.
Em meus pensamentos eu imaginava se a sobrinha seria a Violet, mesmo sendo pouco provável eu perguntei:
- Faz quanto tempo que isto aconteceu?
- Há muito tempo, devem fazer uns 50 anos.
Com certeza não era Violet, ela aparentava ter uns 16 anos no máximo. Assim minha vó continuou a história.
- Foi reconstruída uma nova casa após o incêndio, uma nova família foi morar lá e começaram a acontecer vários fatos estranhos. O porão daquela casa era debaixo da terra, ela não foi reconstruída após o incêndio, já que não parecia ter sofrido danos, foi praticamente esquecida, ninguém a usava. Diziam que podiam ouvir gritos e passos no porão, por várias vezes pessoas foram lá dentro para ver se havia algo, mas nada encontravam. Então um dia um filho sumiu sem deixar vestígios, a vizinhança e policiais criaram grupos de busca por toda a cidade e redondezas, mas tudo em vão. A família muito triste saiu da cidada e foi morar em outro lugar e desde então a casa está abandonada.
Abandonada? Muito estranho, Violet mora lá, será que ela não sabia que outra pessoa morava lá? Bom, minha vó parecia cansada e preparei um chá para ela e deixei-a descansar. Estava com muitas dúvidas pairando e resolvi procurar Violet.
Fui até o casarão, como não havia campainha, bati palmas, mas parecia que ela não estava lá e como já estava no fim de tarde, resolvi voltar. Quando botei os pés na estrada, uma mão segurou minha camisa por trás, levei um susto e por reflexo virei rapidamente, era Violet, que por instinto por eu ter me aproximado demais botou as mãos em meu peito.
- B-boa tarde, senhor Christian.
- Boa tarde, não precisa me chamar de senhor. - botei a mão atrás da cabeça, envergonhado.
Ela passou as mãos para atrás de mim e me abraçou, fiquei sem entender nada e também sem graça com aquilo.
- Me desculpe. - Violet escondeu o rosto.
- Tudo bem, pode me chamar de senhor se você quiser.
- Não é por isso... - com uma voz de choro, ela apertou mais o abraço.
- Então o que foi? Fiz algo de errado?
- Não é com você, na verdade... Não é nada, me desculpe.
Violet saiu correndo para casa e fiquei sem entender nada, mas deixei-a ir e caminhei pensativo pela estrada e parei por um riacho, dava para ver os vagalumes naquela noite quente de verão. Fiquei parado observando, até que meus olhos se acostumaram com a escuridão e pude ver a imagem de alguém do outro lado do riacho, por um momento achei que era Violet, esfreguei os olhos na tentativa de ver melhor, porém quando tentei observar novamente não encontrei nada, achei que estava ficando maluco e resolvi voltar logo para casa.

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Durante a madrugada ouvi um barulho em minha janela que me acordou, entre as cortinas eu vi Violet lá fora e fui encontrá-la. Estranhei, como ela sabia onde eu morava e que aquele lá era o meu quarto? Mas no momento era o que menos me incomodava, queria saber o motivo dela ter vindo a aquela hora da noite.
- Violet, aconteceu algo?
Ela ainda estava afastada, fui me aproximando aos poucos e pude ver seu semblante triste, parecia apavorada.
- Aconteceu... Acontece... Sempre acontece... Achei que você poderia me ajudar. - ela se ajoelhou na grama.
Pouco a pouco ela foi se recompondo e começou a explicar:
- Eu sei que você vai me achar uma louca e que é muito repentino, mas eu preciso contar, já que só você consegue me ver desse jeito.
Só eu consigo vê-la daquele jeito? Mas que jeito? Eu estava muito confuso, mas apenas me ajoelhei junto a ela para escutá-la.
- Tenho quase certeza que você não vai acreditar, mas vivi minha infância em um castelo no caos da Idade Média, meu pai era um senhor feudal, era uma vida tranqüila. Nessa época eu era apenas uma humana comum até que fiz 16 anos, comecei a sentir uma vontade inesplicável de sentir o gosto de carne humana, meu pai percebeu e usava alguns servos para me saciar.
Não conseguia parar de prestar atenção nela, por mais absurda que fosse a história, estava fixado em suas palavras.
- Era uma época de caça às bruxas, boatos correram e eu tive que fugir sozinha, meus pais com a tentativa de me proteger foram mortos e queimados junto com todo o feudo. Desde então eu tenho vagado de lugar em lugar, pois seria muito fácil perceber que eu não envelhecia e de anos em anos eu precisava saciar minha vontade. Os primeiros anos foram difíceis, tive que aprender a me virar sozinha, mas aos poucos fui aprendendo a lidar com as situações.
Senti dó dela, ajeitei seu cabelo e me aproximei mais dela, fazendo-a encostar eu meu ombro.
- Até que encontrei este lugar e por algum motivo as pessoas daqui pareciam não se importar com a minha presença, é como se eu fosse invisível, mas aqui vivia uma família de bruxos que me aprisionaram dentro de sua casa, em uma sala escondida dentro do porão, não vi a luz do sol por alguns anos. Até que um dia por algum motivo eles foram embora e queimaram a casa, me deixando esquecida, aí então conquistei minha liberdade e as pessoas da cidade ainda não conseguiam me ver e finalmente encontrei você... Ou você me encontrou, né? Mas o problema é que estou na época em que preciso me saciar antes que eu me descontrole...
Aquele tom sombrio me deixou hipnotizado, não sei o por quê, mas eu sentia uma atração por tudo aquilo, talvez por viver tanto em uma monotonia, era como estar em um livro. Ali mesmo, deitei-a na grama e beijei seu pescoço, ela não relutou, parecia em êxtase, parei por um momento para observar seus olhos, que pareciam querer me conquistar, não me contive e beijei sua boca suavemente e logo o beijo foi se tornando mais agressivo, apaixonado. Eu virei, fazendo com que Violet estivesse por cima de mim, ela passou sua pequena língua no meu pescoço, devagar aproximou seus lábios nele, senti seus dentes perfurarem a minha pele, mas de uma forma suave, chegava a ser excitante.
Os primeiros raios de sol começaram a aparecer, não havia reparado que passara tanto tempo assim, minha vó estava prestes a acordar e eu tinha que voltar, prometi reencontrá-la mais tarde, dei suave beijo em Violet e olhei ela se afastar até perdê-la de vista, então voltei para meu quarto.

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Depois do almoço fui até a mansão de Violet, ela estava sentada na cadeira de descanso na varanda, como se estivesse me esperando, cheguei perto ao seu lado, mas ela não demonstrou nenhuma reação e eu não sabia o que dizer. De repente ela agarra o meu braço com uma mão, levei um enorme susto, ela riu da minha cara como se estivesse pregado uma peça:
- Hahaha, você devia ter visto a sua cara!
Me aliviei, nossa pareceu que meu coração ia sair pela boca com o susto, me ajoelhei ao lado da cadeira e beijei sua mão e segurei-a firmemente. Ela ficou em silêncio e abriu um doce sorriso para mim, acho que não tinha mais jeito, ela havia me dominado. Entretanto a paz momentânea passou, um suspiro antecedeu antes dela começar a falar:
- Christian, aquela história de ontem... Eu realmente preciso comer carne humana, mas certa parte de mim não me permite isso, é como se eu sentisse nojo de mim mesma fazendo tal ato, mas se eu continuar assim é inevitável eu começar a atacar as pessoas.
Fiquei pensativo, eu tinha que ajudá-la, afaguei Violet, tentei tranqüilizá-la e disse que eu daria um jeito nisso. Com isso passei o resto do dia com ela entre carinhos e carícias, mas tive que voltar para casa, minha vó deveria estar preocupada.
Em casa vi no jornal que um assassino estava atacando mulheres na cidade e logo me lembrei de Violet, se ela precisa se alimentar, que pelo menos seja com pessoas que devem mesmo morrer. Durante a madrugada peguei um revolver do meu falecido avô e sai escondido de casa, andei boa parte da noite procurando alguém suspeito, mas não encontrei.
Já estava amanhecendo quando vi um homem entrando nos fundos de uma casa, corri atrás dele e ele logo percebeu e saiu correndo. Consegui alcançá-lo pulando em suas costas e derrubando-o, ele pegou sua faca e apontou-a para mim, quando o suspeito avançou, consegui me esquivar e derrubá-lo novamente, fazendo-o perder sua faca, peguei o revolver e usei para bater em sua cabeça, ele desmaiou.
Peguei o homem e levei até a mansão, Violet se assustou, expliquei rapidamente à ela e ela me ajudou a colocá-lo no porão, prendemos ele numa cadeira que havia lá.
- Vi ele tentando entrar em uma casa quando estava amanhecendo, deve ser um tipo de assaltante e pensei que não deveria ser problema usar ele.
- Eu não pedi a sua ajuda, ele deve ter uma família, alguém que deve estar esperando ele! - ela respondeu relutante.
- Mas é um homem que certamente não presta, se ele fosse um homem de bem não iria atacar outras pessoas. Além de que você precisa se alimentar para evitar o pior...
Ela não tinha mais argumentos e resolveu aceitar, mesmo não querendo. Pedi para que ela saísse um pouco do porão, quando ela saiu eu peguei um pano e coloquei sobre a cabeça do homem e disparei com o revolver. Chamei Violet, ela disse que estava com vergonha e pediu para que eu esperasse fora do porão, aceitei e saí. Por algum estranho sentimento, sentia um certo ciúmes, mas era para o bem dela.
Horas depois ela saiu com a boca suja de sangue e um saco nas mãos com os restos do homem, já esperava por isso e a aguardava com um pano molhado para limpá-la, mas ela disse que iria tomar um banho e insisti em ajudá-la a se limpar. Fomos até o banheiro, havia uma banheira enorme, ela parecia me provocar, tirou seus sapatos e meias de costas para mim e olhou para mim colocando seu queixo próximo ao ombro como se me convidasse para ajudá-la tirar o vestido cor de champagne sujo de sangue, assim obedeci e ajudei-a tirar, estava apenas de cinta liga e sutiã, cor de champagne também.
Violet se virou com aquele pequeno sorriso encantador, seu corpo era como de uma manequim, a pele era como seda, tudo em proporções certas, um exemplo de perfeição para mim. Eu estava com medo de apressar as coisas, mas ela pediu para que eu tirasse seu sutiã e a cinta-liga, com receio eu acabei tirando, sem me aproveitar da situação, ela entrou na banheira e me agaixei perto da banheira, ajudando-a a limpar seu rosto angelical coberto de sangue.
De repente Violet pegou uma mão minha e beijou-a, deslizou até seus seios, que sensação senti, cheguei a tremer, mas com uma expressão triste disse:
- Aqui deveria bater um coração...
- Mas seu coração bate em mim e eu não preciso de mais nada.
Beijei-a ardentemente, não conseguia parar, meus pensamentos eram só dela, ela foi me puxando e acabei entrando na banheira de roupa, mas nem liguei, apenas precisava sentí-la naquele momento. Aos poucos fui me livrando de cada peça de minha roupa, até que fiquei nu e pude sentir seu corpo totalmente, era como se eu estivesse flutuando em uma nuvem. Comecei a acariciar seu pescoço, mas logo deslizei para os seios, desejava apalpá-la por inteiro, me ajeitei e fiquei sentado ao lado dela, pude saborear seus mamilos enquanto ouvia sua respiração ofegante.
Minhas mãos passeavam em sua cintura e pernas, até que pude sentir sua feminilidade, massageava suavemente enquanto beijava sua boca, duelando com sua língua, suas mãos passeavam pelas minhas costas me arranhando. Éramos como um só, cada vez mais ela juntava seu corpo ao meu, funcionávamos como uma orquestra em perfeita sintonia. Resolvemos sair da banheira por estarmos muito tempo lá, enxuguei seu corpo esguio e me enxuguei, peguei minha donzela nos braços e levei-a até a cama, onde a coloquei suavemente e dei um breve beijo como se fosse uma provocação.
Fiquei dando breves beijos em seus pés, pernas até chegar em sua feminilidade, incrível como tudo nela era lindo, comecei a beijá-la e lambê-la suavemente, ela tentava fechar suas pernas como reflexo da excitação e segurava meu cabelo fortemente, enquanto isso eu alisava suas pernas, barriga e seios até que ela suspirou:
- Te desejo, vem pra mim.
Seu rosto corado e sua respiração me deixavam mais apaixonado por ela, encostei meus lábios nos dela e ela começou me beijar de modo que quisesse sentir seu próprio sabor. Aos poucos fui penetrando Violet, seus gemidos me deixavam mais excitado, o tempo parecia parado, nós estávamos completamente em êxtase e nosso fogo apenas cessou quando já era tarde da noite.

sábado, 2 de agosto de 2008

Destino te levou

Os meus segredos
Os mesmos desejos

Tudo o que nos juntou
Não vai se acabar

Aquilo que fiz por mim
Sempre foi por você
E um dia terminar assim
Não pode acontecer

O destino te levou
Pra outro lugar
Sei que onde você for
Aqui sempre vai estar

Então espera por mim
Sei que a saudade dói
Mas não destrói
Aquilo que não tem fim

O tempo mostrará para nós
O tempo nos deixará a sós
E a sua voz
Que me queima por dentro
Mas se afasta com o vento
Ainda ecoa em mim

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O que o tempo não pode levar

Alguém escreveu a nossa história
E somente agora
Começo a lembrar

Talvez seja tarde
Eu nunca sei
A vida é tão rápida
Que nem me dei conta do que aconteceu
Hoje me arrependo por não te dizer
O tempo te levou
Minha luz desapareceu

Se eu pudesse voltaria no tempo para te buscar
Pagaria o preço da vida para te encontrar
Ainda busco uma estrada para você voltar

Olho todas as cartas e fotos
Pois faço questão de recordar
Foi difícil ver você deitada indo
A terra te cobrindo
Eu quis esquecer o seu rosto
As marcas em mim do seu corpo

Eu era alguém melhor com você
Somente agora pude notar
Então eu vou buscar viver
Para você viver em mim
Refaço o laço que não tem fim

domingo, 27 de julho de 2008

Meu raio de sol

O tempo ficou para trás
Os sentimentos batem na janela
Já não sei se sou capaz de viver
De viver sem você

Não há gotas de sangue
Que saceiem a sua falta
Mais séculos não me farão sentir
O que eu sentia por ti

A sua partida me matou
Agora estou tentando aprender e seguir
Com o que a morte me levou
Mas ainda te espero aqui

Se no céu você estiver
Eu sempre estarei aqui
Mesmo que o tempo te levar
Se na Terra você estiver
Eu estarei para te buscar

A eterna espera dividiu meu coração em dois
Entre o sofrimento e o medo de nunca mais te ver
Experimento uma morte sem nunca ter vida, pois
Só consigo lembrar de você

Apesar de conhecer todos os lugares
Ainda me perco sem você
A procura infinita em outros olhares
Outra noite dançarei sem você

Sua essência guardo na memória
Em meus braços sua lembrança
Para que um dia possamos continuar nossa história
Só para te esperar, a única esperança



~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Participação da mommy Tot que me ajudou nesse poema ^^
Brigado =**

sábado, 26 de julho de 2008

Anjo para você

Escondido em um prédio em ruínas
Você me viu e não reconheceu
Entre as salas destruídas

Um lugar que era o nosso lar
E que agora não é mais nada
Mas mesmo assim tentei te proteger
Fui um anjo para você

Você até tentou enxergar
Mas não conseguiu me encarar
Vejo então como as coisas são
Vou parar de tentar e aceitar
Que não existe procura
Sem ter o que procurar

Minhas asas eu rasguei
Para te mostrar que não iria fugir
Meu sangue eu te dei
Prometi sempre ficar aqui
Mas agora que não vivo mais para você
Vou procurar um novo céu para me abrigar

Entre um sonho e a insônia não consigo esquecer
Não te tenho nem pra sentir falta
Mas mesmo assim tentei te proteger
Fui um anjo para você

Tudo um dia tem um fim
Mas o meu não trará você de volta pra mim
A agonia que me trás um mar de lágrimas
Faz meu reflexo estar prestes a se quebrar

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Seu caminho

Não vou mais repetir
Que gosto de você
Não precisa relembrar
Do que eu costumava te falar

Chega de respostas decoradas
Sua palavra não é mais capaz
De me fazer mudar
Nem falsas lágrimas vão funcionar
Em suas armadilhas já não caio mais

Cartas e retratos que você me fez guardar
Agora são apenas lixo que quero apagar
Mas a luz continua brilhando em sua direção
Ofuscando a realidade, transformando em ilusão

Tento esquecer tudo aquilo que você me fez passar
Não adianta nem tentar
Não vão mais me ouvir falar

Chega de mentiras mal contadas
Você já não é capaz
De me trazer de novo
Não vou olhar para trás

Lembranças e registros que você me fez guardar
Agora são apenas vícios
Que quero me livrar
Mas a luz continua brilhando em sua direção
Ofuscando a realidade, transformando em ilusão

Quando um sonho se torna realidade
E te distancia da felicidade
Não há meio se agarrar em ilusões
Sem quaisquer caminhos impalpáveis

terça-feira, 22 de julho de 2008

Incondicionalmente

Quando a noite chegar
Quem você vai procurar?
Venha para meus braços
Desejo seus abraços
Te proteger do frio

Busque em sua alma e no coração
E viaje através do tempo
Uma certeza lhe dou então
Que meu amor é a maior coisa que vai encontrar
E mais nada além disso você vai precisar

Porque em você encontro tudo o que queria
Um céu de estrelas em meu chão
Brilhando por você
Sem nada para provar
Apenas para viver
Aproveitando o tempo perdido
Deixar o passado esquecido
E de você nunca esquecer

Uma rosa rara que o inverno congelou
Ansioso espero a primavera
Anseio cada segundo pela espera
Esquentar todo o frio que o inverno deixou

Pois nada mais me resta
Só você faz a coisa certa
Meu passado eu esqueceria
Meu presente eu entregaria
Meu futuro eu sacrificaria
Te amando incondicionalmente
Uma paixão inocente

Não consigo evitar
Sentimentos mais quero encontrar
Mas apenas um sentimento espero
Pois não existe amor sem ser o seu
Me deixe estar dentro do seu coração sincero
Já que meu coração sempre será teu

Acordar

Tenho que lembrar de acordar
Dos meus sonhos presos na ilusão
Soltar as amarras dessa escuridão
Para ir atrás de você

Se você quer acreditar
Basta olhar para mim
Se você quer encontrar
Te guiarei até o fim
Basta você dizer

Que você está afim
Juntar as fotos que rasgou
Mas agora pra trás não dá pra andar
Então não tente esquecer do que está no coração
Assim comece a mudar
Me diga que sou só seu

Não adianta tentar se afastar
Quando você estiver sozinha vai perceber
Que quando era só eu
Você não soube aproveitar
Assim comece a mudar
Me diga que sou só seu

Mas a minha vida é tudo tão igual
Acordo e abro os olhos, nada é como sonhei
Pois ainda quero ficar ao lado de você
Sigo em frente, pois só posso viver
Com tantos dias nesse ano, por que lembrar de quando estava com você?
Tenho que lembrar de acordar
Basta você dizer

Que você está afim
Juntar as fotos que rasgou
Mas agora pra trás não dá pra andar
Então não tente esquecer do que está no coração
Assim comece a mudar
Me diga que sou só seu

Não adianta tentar se afastar
Quando você estiver sozinha vai perceber
Que quando era só eu
Você não soube aproveitar
Assim comece a mudar
Me diga que sou só seu

(Refaz) Aquele amor que dei para você
(Pensei) Que era a coisa certa a fazer
(Talvez) Eu viva somente para te ter
(Não vou) Deixar que ninguém me substitua
Pois saiba que ninguém vai ocupar o seu lugar
Tenho que lembrar de acordar
Basta você dizer


Que você está afim
Juntar as fotos que rasgou
Mas agora pra trás não dá pra andar
Então não tente esquecer do que está no coração
Assim comece a mudar
Me diga que sou só seu

Não adianta tentar se afastar
Quando você estiver sozinha vai perceber
Que quando era só eu
Você não soube aproveitar
Assim comece a mudar
Me diga que sou só seu

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Mas não pra mim

A cada história que eu escrevo
Faço pensando no final
Para ver se não esqueço
Dos caminhos que tenho que trilhar

Dizem por aí que já é tarde demais
Mas não pra mim
Ainda não me dei conta do que aconteceu
Não me arrependi
Não lembro do que já se esqueceu

É difícil ficar de costas pro abismo
Vendo você partindo
Decido então viver para mostrar
O caminho para você voltar

O quanto almejar
Até realizar?
O tempo não para
Mesmo que um dia terminar
Em meus braços vou guardar teus abraços
E em meus lábios haverão muito mais que palavras

As noites longas, já cansei
Ninguém lembra quanto eu andei
Me perdi quando encontrei
Teus olhos

Os teus olhos guardados na escuridão
Fecho os olhos para lembrar
Quando acordo começo a sonhar
Com seus sussuros e suspiros que me enlouquecem na solidão

[]

Bah, desisti, não ficou como eu quero, nem vou continuar depois, eu faço algo decente outra hora.

sábado, 12 de julho de 2008

Para sempre assim

Mais de 15 mil quilômetros longe daí
Fecho os olhos e arranjo um jeito de me aproximar de ti
Dormindo você vai me escutar
Os meus sonhos vou te mandar
Para que ainda lembres de mim

Coloquei meu sentimentos debaixo da sua porta
Sem saber, fui embora,
Se você chegou a receber
Nem sei se as minhas palavras
Iriam bastar pra te convencer
Mas saiba que nem toda essa distância basta
Para me separar da minha razão de viver

Quando você vai deixar
Eu mudar daqui para seu coração?
Pois quando você decidir me amar
Ainda vou ter a mesma intenção
De ficar para sempre com você
De ficar para sempre assim
Sentindo a mesma paixão

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Não me arrependo

Será que alguém vai me escutar
Falar de uma garota que veio pra ficar
Ela é do tipo que faz muito você se lamentar
E ainda não deixa você recuar

Larissa... Oh Larissa...

Toda vez que eu lembro
Das vezes que tentei tanto esquecê-la
Ela virava pra mim com aquele olhar
E dava as costas para mim, começava a chorar
Ela dizia saber o que eu penso
Mas na verdade ela que me fazia pensar

Larissa... Oh Larissa...

Quando ela está por perto
Te faz sentir tão inferior
Diz que tudo em sua mente é tão certo
Mas guarda em seu interior
Digo que ela está sempre tão bonita
E ela mente, se faz de desentendida

Larissa... Oh Larissa...

Quando ela era tão nova
Não sabia que toda dor que sentia
Se transformaria em prazer
Diz que todo o sofrimento a fazia crescer
Vai ser assim também
Quando eu morrer?

Larissa... Oh Larissa...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Toques distantes

Quantos sonhos te levei?
Quantas vezes tive que te acordar?
Mas sempre darei
Um lugar para descansar


Você nunca me perdeu
Então não vá
Estou cansado de procurar
Em vão por nada

Apenas te vejo
É mais que um desejo
Então por que não vem
Dar o seu jeito?

Se você não entendeu
Que nada mudou
Não vai adiantar
Começar algo novo

Quantas vezes te pedi
Para você entender
Não importa o lugar
Sempre estarei por você

Os ventos que sempre cantaram
A melodia daqueles dias
E as sombras que choram
Nas lembranças minhas

Em cada olhar teu
Que me atira à cama
Em cada olhar teu
Dizendo que me ama
Em cada olhar teu
Que esconde mistérios
Que guarda segredos
Onde encontro meus desejos

Você conseguiu
Minha alma enfeitiçar
Pois mesmo que ela chegue a se despedaçar
Refletirá seu amor de novo

Mas se meu amor não te satisfaz
Então diga o que faz
Pois sem ti os dias são só horas a mais
E em outros abraços não encontro minha paz

domingo, 6 de julho de 2008

Quer?

Quando você souber que não passo de alguém normal
Souber do que realmente quer
Vai procurar um outro igual?
Ou será que vai me escolher?

Mas tenho medo de não te fazer feliz
Não ser aquele que você sempre quis
Vai ficar junto a mim
Mesmo sabendo que tudo tem um fim?

Você parece nunca querer escutar
Detalhes que começam a me degradar
Prefere fingir que sou um outro alguém
Para não se arrepender depois

Gosta de reler as cartas que mandei
Observar as fotos que tirei
Lembrar todas as canções que cantei
Mas não quer ouvir histórias que quero contar

A história de nós dois
Aquela que você não quer escutar
Então quem é que vai escrever o nosso fim?
Como é que vai acabar?
Me diga se me quer tanto assim

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Retratos guardados

Mais uma noite sozinho
Ao meu lado um vazio
Do meu coração faltava um pedaço
Na minha vida tudo que faço
É para que pense em mim um pouquinho

Mas se você disser que não me quer
A dor não vou aguentar
Se a garota que nasci para viver
Não quer mais voltar

O seu amor é o meu tudo
O seu toque profundo
Sonho acordado com o segundo
Que você vai falar
"Vem aqui para mim, não me faça esperar"

Se você ficar deprimida
Vou chorar com você
Vou escutar suas aventuras
Seus casos antigos
E quando não tiver nada a contar
Serei mais que um amigo

Se a chance eu puder ter
Prometo todo o seu amor merecer
Não tenha medo, descubra
Que nem a morte
Ou talvez a sorte
Não vai me separar de você

Não conte os seus segredos
Nem revele quem és
Deixe que eu descubra sozinho
Me afogar em seus desejos secretos
Me perder no seu carinho

Sei que se for para ser
Então vai acontecer
Mas se puder eu quero apressar
Ficar mais tempo com você

Encontrar a verdade do amor
O grande sonho de um sonhador
Observar os seus olhos na noite
E quando o silêncio calar a minha voz
Quer dizer "eu te amo"

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Segredos

Ontem demorei a dormir
Tentando te entender
Não me permiti sorrir
Ao pensar em você

Não vou te falar que te amei
Nem revelar que eu chorei
Não é assim que você vai me ver
Mesmo sofrendo não vou pedir para você contar

Eu vou guardar as palavras que tirei de você
Elas, você não pode recolher
Os sentimentos que você disse

Não irei mais me iludir
Comecei a te perder
É como um tesouro a descobrir
E ter que esquecer

Não vou te falar que te amei
Nem revelar que eu chorei
Não é assim que você vai me ver
Mesmo sofrendo não vou pedir para você contar

Eu vou guardar as palavras que tirei de você
Elas, você não pode recolher
Os sentimentos que você disse

Nunca parece ser tarde demais para tentar
Machucar mais as feridas que custam cicatrizar
Sempre parece ser tarde demais entender
O que é não ter você
Deitar e nem se quer saber
Para quem vai contar os segredos teus?
Desde o último adeus
Me esforço para não pensar
Que outros farão você se ferir
Por favor se mentir
Conte a verdade antes de se machucar

terça-feira, 10 de junho de 2008

Yuyu Hakusho

'-' Eu acho que não existe melhores opening e endings em português que de Yuyu Hakusho, as duas últimas são as minhas preferidas.

Sorriso Contagiante
O corre corre da cidade grande
Tanta gente passa
Estou só
O vento sopra pelo campo e traz
Uma lembrança sua
Estou só

Já nem sei dizer
Qual desses lugares
Me doem mais
Mas sei me decidir
Porque cresci
Sou forte, estou pronto a lutar

Eu fico louco
E a energia e o poder
Vão crescer
E bate de repente um desejo ardente
Em romper limites e sonhar

Eu fico louco
Mas um sorriso me faz entender
Saber porquê
Alguém esquece a dor
E encontra no amor
A força pra poder dizer
Arigatou Gozaimassu

O tempo
Essa noite o tempo passa devagar
e os ponteiros mudam sua direção
(Tic tic tah)
Vou deixar pra trás a escuridão
Eu quero a luz do bem no meu coração
Sun of Gun!

Gosto de seguir meu sonho mais livre
Se eu parar ele vai fugir de mim
Não posso desistir do meu caminho
Deste sonho que rola sem ter fim

Eu quero a luz do bem no seu sorriso...

Eu vou dizer adeus
Eu sei que meu coração agora dói
O vento suave trás
Um olhar que te encontro em qualquer lugar
Estamos frente a frente
Enquanto a noite cai
E vai aos poucos envolvendo nossas mãos assim
Até que tudo se desfaz

É tão estranho a gente não combinar
Se de repente
A força pra viver vai mostrar
Que foi bom e valeu
Se não acontecer
A gente fez o que é certo

Não vou me machucar
Eu nem me importo mais
Só quero que você me entenda
Somos diferentes
É só deixar passar

Eu vou dizer adeus
Eu nem me importo mais
Só quero que você me entenda
Somos diferentes
É só deixar passar

Sayonara Bye Bye
Eu nem me importo mais
Só quero que você me entenda
Somos diferentes
É só deixar passar

Amor á deriva
Espelho se quebra e te reflete
Só vejo tristeza nos teus olhos
Não sei dizer
Nem sei porque
É sempre tão dificil te encontrar

Ouço a tua voz a me chamar
Sigo noite adentro a te procurar
Só você pra me dizer
Que tudo que eu preciso é viver

Quando o sol brilhar novamente
Se a carta que um dia eu escrevi
Chegar em suas mãos
Não abra e guarde essa ilusão
Junto ao coração

Os dias vão passando devagar
E as coisas encontrando seu lugar
E tudo muda
Menos o que eu sinto por você

Se eu fico tentando te trazer
De volta nesta canção
Só peço pra não me esquecer
Escute essa paixão

Se a chuva vai caindo sem parar
Em gotas que me trazem seu olhar
E tudo muda
Menos a saudade de você
Agora eu sei

Que quando a tarde cai
O medo se desfaz
Lá fora a chuva vai molhando o chão
Fazendo a vida recomeçar

Assim que o sol voltar
A luz enfim brilhar
Vai ficar pra sempre em nossos corações
Nada vai ser como antes

Geração dos sonhos
A dor que traz o adeus de alguém que vive em meus sonhos
Quero estar mais perto dessa luz que é seu olhar
No frio da cidade eu só vejo solidão
A força da bondade tão distante da ilusão

Eu só quero tocar em suas mãos
Te ter mais perto de mim
E sentir um abraço teu
Que esse momento nunca tenha fim

Nem que o vento sopre
Enquanto a chuva cai
E leve pra longe esse sonho
Não vou ligar se me machucar
Não existe mal se o sonho é real

Nem que o vento sopre
Enquanto a chuva cai
E leve pra longe esse sonho
Nem que o vento sopre
Enquanto a chuva cai
Tudo que eu preciso é ter você

Nem que o vento sopre
Enquanto a chuva cai
E leve pra longe esse sonho
Nem que o vento sopre
Enquanto a chuva cai
Tudo que eu preciso é ter você

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Inconseqüente

Enfrentei
Os sonhos e meu coração
Sufoquei
Todas as coisas que desejei
Mas eu falhei

Eu sou
Tão egoísta
Um traidor
Não devo nada a ninguém
Vou começar a esquecer da vida

O tempo não vem
Apagar a dor
O tempo não vem
Levar o que restou

Mudei meus planos
Evitei mais danos
Tentei fazer de tudo, mas não adiantou
Odiei o amanhã, mas não me arrependo
Do que sou

Eu sou
Tão egoísta
Um traidor
Não devo nada a ninguém
Vou começar a esquecer da vida

O vento não vem
Levar a minha dor
Por mais que eu não queira crer
Nada me restou

Não sou sensato
Não tenho respostas
Até questiono
Os meus princípios
Perder as esperanças
No que acreditei
Então vou buscar
Qualquer solução

Você sorrir

Poema para pessoa que sabe que é pra ela ^^
Vê se comenta esse daqui =P
~"~ e pensa em mim de vez enquando...

~~~

Você sorrir

Sua ausência só me faz sofrer
Mas tento me enganar
E tento esconder
Que o seu sorriso
Faz meu mundo mais feliz

Então sempre vou lembrar de você sorrir
A magia em seu brilho eu senti
E tentar esquecer quando você partir
Mas não transpareço
Prefiro mentir

Pois peço perdão por tudo que não fiz
Te magoar nunca foi o que eu quis
Hoje prefiro me calar
Tenho medo de te machucar
Cobrir o brilho quando você sorrir

Se um dia eu te encontrar
Por favor não vá olhar
Nos meus olhos, pois não dá pra enganar
O reflexo dos sentimentos que você iluminar

Mas por que será que escolho o caminho mais difícil?
Talvez eu não possa ser feliz
Pois tudo o que eu sempre quis
Era ter você ao meu lado

Já pensei nas palavras mais bonitas
Nos sentimentos mais sinceros
Mas não sai nada da minha boca
Minha alma está rouca
Não tem forças para lutar

O tempo molda os pensamentos
Deixa para trás os nossos momentos
Mas nada vai fazer meu coração mudar

Além do arco-íris
Um pote de ouro
Meu maior tesouro
É ver você sorrir
Além das nuvens
Acima de cada cume
Os meus sonhos
Os meus planos
Tudo o que imaginei para nós

O sonho acabou
O dia clareou
E percebo que nem a escuridão
Todo o horizonte pode cobrir
Através da janela posso ver você sorrir
Acalmar meu coração

Eu vou em frente
Escolher o meu presente
Apagar o meu passado
E por mais que eu tente
Se for assim que tem que ser
As coisas vão mudar

Você vai perceber quem realmente sou
E ver que fomos feitos um para o outro
Você já pensou em deixar tudo para trás e apenas correr?
Pois tudo o que tenho a te dar e oferecer
Nem o tempo vai conseguir desfazer

domingo, 8 de junho de 2008

Bárbara (segunda tentativa)

Bárbara
Felicidade imensa ao te encontrar
Uma recompensa ao ver você assim
Pois você é uma estrela calma
Brilhando no céu da minha alma
É a paz do seu amor que desatina em mim

Raio de sol que parte minha solidão
Faz a noite virar dia, aquece meu coração
Um pacto de ternura
Que derrama uma lágrima pura
E ilumina um mundo de escuridão

Bárbara
Mais uma vez vou mergulhar
Nessa correnteza de emoções vou me afogar
Sem medo vou dizendo "sim"
Que sentimento é esse que se alojou de mim?

Me perco em seus olhos quando está por perto
Meu coração dispara e um sonho eu desperto
Nesse momento já sabia que nessa vida
Existe um anjo sem asas querendo voar

Escondida em jardins secretos
Nessas terras de fantasias
Mesmo nesse mundo incerto
Sorria para mim, mas não minta
Por mais dor que você sinta
Sempre existirá chance
Aposte, dê um lance
Na vida que temos que arriscar

Bárbara
Se essa não for a hora
Me diga se vai embora
E quando vai voltar
Bárbara
Por você tudo eu faria
Só para vê-la
Até as estrelas eu iria

Só quero ouvir palavras sinceras
Para onde você quer chegar?
Deixo todas as memórias singelas
Para poder te acompanhar

sábado, 7 de junho de 2008

Bárbara, uma noite

Por tanto espero
Uma noite feliz
Você em um castelo
E eu parado ali

Um faz-de-conta
Uma festa no jardim
Quem sabe um dia
Um sonho traga você para mim

Tento te convencer
Mas você não responde para mim
Tento te conhecer
Mas prefere dizer "não"
Por favor, diga "sim"

Esqueça o passado
Não pense no futuro
Nem viva o presente
Vamos sonhar e dançar
Seja uma princesa ao luar
Nessa noite nem fria e nem quente

Estenda a sua mão e comece a girar
Como todas as coisas giram
E as estrelas iluminam a lua prateada
Viaje para dentro da alma
Onde você se sinta calma
E seja a flor mais perfumada

Não vou te abandonar
Quero estar com você a cada amanhecer
E talvez perceber
Que você pode me olhar

Então, Bárbara
Uma noite para sonhar
Seu nome vou chamar
A verdade ou ilusão
Não importa se o coração
Estiver de portas abertas para acreditar

Contigo deixo a metade do meu coração
E o que resta, fica saudade
Para quem sabe um dia encontrar uma razão
Dos segredos que guardam sua realidade

Desejos em frascos
Sei que às vezes erramos
Mas muitas vezes não
Então comece a quebrar
Nessa chuva, comece a se molhar
Vamos brincar
Encobrir todas as lágrimas
Não direi que te amo
Pois nem todo azul do oceano
Vai poder dizer
O que sinto por você

Quando acabar

Lembro o que foi esquecido
O templo ruído
Coisas que guardo com saudade
Pois a verdade
Lá dentro escondi

Sigo em frente a viagem
Não olho a paisagem
Só presto atenção em você
Seguindo a linha
Que não posso ver

Tudo o que um dia nos uniu
Só nos serviu
Para nos distanciar
O futuro que você viu
É o sonho que sumiu
Para trás começo a andar

Quieto e escondido
Pois não há sentido
De aparecer
Meu coração ferido
Não aguenta mais sofrer

A sua presença
Muda tudo em um segundo
E o que a gente pensa
É o fim do mundo
E pede para o tempo parar
Pois o que nos une
Também nos separa
Tão breve é o tempo que nos persegue
Então tudo começa a acabar

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Impossibilidades

Como é possível me ter nas mãos
E me deixar escapar?
Depois de todos os caminhos que apontei
Dos erros que mostrei
Como é possível continuar a errar?
Você erra como soubesse que é impossível eu deixar de te amar

Você não sabe como agir
Não vai mais me fazer sofrer
O sol morreu
E o mar secou
O dia em que o impossível aconteceu
Você vai perceber que me perdeu
Vai procurar e não vou estar lá

O fim

Quem pensou que iria viver
Para tudo acabar assim
Olho para você e não consigo acreditar
Uma lágrima escorre em seu rosto
Dizendo que é o fim

Infelizmente o que um dia começa
Vai acabar assim

Portando eu vou
Eu vou sair daqui
Sofrendo calado por ti
Mas você chorou
Não é o fim
Despedaço por dentro
Mas ainda arde em mim

Não quis dizer adeus
Não quis dizer mais nada
Não estava onde devia estar
E cada sentimento que você calava
Sufocava dentro de mim

Já é tarde

Nunca quis fazer você chorar
Apenas quis te proteger
Tentei até explicar
Mas você não quis entender

Disse que já é tarde demais
O que falo já não importa mais
Não há mais nada a fazer
Nem tempo para se arrepender
Jogar o que se sonhou
Já era, agora tudo acabou

Prometi que sempre estarei aqui
Você sabe que nunca menti
Por mais que você siga em frente
Você sempre poderá voltar novamente
Nos braços que um dia te acolheu

Já que você não acredita
Eu aceito que errei
Pois o que falo ou deixei de falar
Não importa mais
Sei que te machuquei
Mas já é tarde demais

Tudo se acabou
Cada pessoa que errou
Por seus erros pagou
E assim também pagarei
Quem sabe assim direi...

With blood in my eyes
I see you sleeping
And the warmth is slowly fading away
Every moment is dying and you can't hear me
But nothing can make things better

sábado, 31 de maio de 2008

Não desistir

Quando o dia acabar
E você puder me escutar
Mas será que você ainda lembra de mim?
Pois não consigo esquecer de você

Olhe para o lado
Não vou te perder
Posso estar errado
Mas tenho muito a oferecer

Por muito esperei
Para poder te falar
Mas o que sinto por você
É forte demais para explicar
Pois quem nunca sentiu
Não vai me acompanhar
Só se um dia você olhar para trás

Ouço a sua voz a me chamar
Noite à dentro sigo a te procurar
Para estar mais perto da luz do seu olhar

Se um dia eu desistir do meu caminho
Desse sonho que não tem fim
Pois quando eu parar ele vai fugir de mim
Deixar de ter seu carinho

Infindável

Arabella não chamava sua mansão de lar
Era um túmulo onde descansar
Um buraco obscuro para paz encontrar
Talvez até um lugar para se esconder
De seu quarto não gostava de sair
Pois as lembranças a assombravam

Quando segura no corrimão dos infindáveis degraus
A sensação de seu calor ser sugado pelas mãos
É como se o passado quisesse roubar sua vida
Dar motivos para cada despedida
Enterradas naquele chão

As palavras a perseguiam
'Se você casar comigo
Até o fim você me levaria?
Abaixo do solo me enterraria?'
Quer esquecer das promessas
Dizer adeus ao coração que parou de bater
E a todo veneno que continua a beber

Memórias gravadas em fotos
Do corpo que um dia desejou
De toda a fortuna que conquistou
E agora estão todos mortos

Na sua mão perfura a tristeza gélida
Hostilidade da realidade
Lá fora seria como uma geada de lâminas
Dilacerando o que o tempo não cortou
Para afogar tudo naquela piscina de sangue

Não há saída
O destino a bota para baixo
Ou a bota para fora
Viver já não é uma escolha
O tempo é apenas uma fila única
Esperando para falar com um anjo
'Me diga para onde nós vamos'

Suas pálpebras não podem fechar
Pois as lembranças são como ácido nos olhos
E tudo o que há dentro dela
É como uma caverna que ela chama de tesouro
Dias assim se repetem sem acabar

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Melhor assim

Não vou mais lembrar
Depois do que aconteceu
Pois você para mim morreu
Tenho que me acostumar

Perder é normal
Não pode ser tão ruim
Mas não consigo entender
Quem sabe melhor assim

Encontrar um outro alguém
Que pode nem existir
Talvez melhor desistir
Mas viver sem ninguém
É a pura solidão
Então prefiro até morrer
A dor em meu coração
Não trará você
Já tentei esquecer
Andar sem direção

Nunca terei
Você para mim
Quem sabe melhor
Melhor assim

Doce morte

Doce morte
Dê-me a gentileza
De ter a paz eterna
Traga dois fantasmas que desejos formam
Com minha alma negra neste corpo efêmero

Doce morte
Dê-me a razão
Da ausência de motivos
Se sou o nada
A ausência das emoções da vida
Do prazer que nos custa a dor passada

Doce morte
Dê-me pena
Que tu apenas
Cerca das visões irreais do mundo
Que me cega as visões terrenas

Nunca temi sua chegada
Nem o desespero senti
Não pensei que teu abraço
Branderia a dor humana

Nunca julguei-te em meus sonhos
Como uma imagem sombria
Nem nunca imaginei-te
Com impetuosidade garantida
Nem ao menos te dei foice
Dura, afiada, recurvada
Nunca chamei-te inimiga
Cruel, gélida e culpada

Se posso dizer
Amei-te sempre
Desejo permanecer ao teu lado
Doce morte
Quero que esse solo
Não sinta os limites da sorte

Penses comigo
Não falta ninguém?
Preencha comigo
Leva-me à região da fadada paz
Ao nada, leva-me contigo

Quem sabe meu corpo espere por vidas
Que fermentem minha pele
Nutrirem com meu suco impuro
Que crie uma simples planta

Depois do nada, de mais nada
Já não há tempo
Nem vida
Nem sentir
Nem dor
Nem gosto
Só meus restos terrenos deposto

Única certeza real dos homens
Doce morte
Quero-te comigo
Não transporto saudade
Fecho meus olhos contente
Sem nem sentir ansiedade

Como um ser que não sabe mentir
Ao pé da morte querida
Insensato irei sorrir
Por minha face sinistra
Pranto não correrá
Em meus olhos insensíveis
Terrores ninguém verá

Não achei na Terra amores
Que merecessem os meus
Não deixo um ente no mundo
Que sinta o meu adeus

Por isso
Doce morte
Amo-te e não temo
Quero-te comigo
Leva-me à região da fadada paz
Leva-me ao nada
Leva-me contigo

Não há vida

Cansado de esperar
Um aviso e meu destino
Cada passo não paro de lutar
Mas estou fadado
A falhar

Sonhei tanto
Que me matei com ilusões

A minha vida já não tem valor
Que eu morra então
Que meu coração
Pare de bater
Não quero mais perdão
Vou morrer
E de mim mesmo me orgulhar

Cansado de andar
Nesse caminho
Sem lugar para chegar
Com atalhos continuarei sendo eu mesmo
Como só eu sei

E se eu tivesse agido de uma outra forma?
Se a minha direção fosse oposta
Até onde eu poderia chegar?
E se eu tivesse dado a volta ao envés de te enfrentar?

Jogo tudo que sonhei em vão
Foi em vão
Foi em então
Inútil conviver com toda essa dor
Sentimentos, sangue e suor sem valor