Estive tentando sempre estar errado
Entre meus dedos a confiança deixei escapar
Em meio à traumas e medos está o meu lar
Covarde, sou apenas um fardo
Escolho no que acreditar
A espera, áspera e deserta
Feridas são o que restou
Desperta, abraça e me cerca
Solidão que sempre me acompanhou
Toda a minha pressa
A mais certa
Apenas a própria dor
Tão sincera, passa e regressa
Confessa o que resta
Falsa esperança, vida indolor
Feridas, uma vida sem saídas
Mentiras, disfarcei minhas farsas
Lágrimas, pesei e compensei
Passou e a escuridão sussurrou
Reconheço o recomeço
Sinto por todos que amei
Eu sei que fracassei
Desculpa
Palavra que a alma soluça
Desculpa
Entre lágrimas a boca balbucia
Desculpa
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